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Título: Uma paciência Selvagem Autor: Adrienne Rich
Editor: Cotovia - 1ª Edição 2008
Nº Páginas: 346 |
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Adrienne Rich nasceu em 1929 em Baltimore, Maryland, filha de pai judeu e mãe cristã. Médico patologista e professor da Universidade de Johns Hopkins, Arnold Rich assimilara perfeitamente os valores da cultura dominante e vivia como se os conceitos de “identidade”, “raça”, “etnicidade” ou mesmo, porventura, “sexualidade” lhe não dissessem respeito. Só quem sofre as consequências directas de não ter a identidade “certa” sente necessidade de afirmar a sua. Talvez por isso, Adrienne Rich, filha de mãe não judia e, portanto, segundo o judaísmo ortodoxo, não judia ela própria, tenha mais tarde escolhido identificar-se como judia. O povo eternamente perseguido, e que o nazismo se propusera exterminar radicalmente, era-lhe exemplo monstruoso das discriminações da sua própria cultura, onde se não pode esquecer a ocupação do território, o extermínio dos povos indígenas e a construção do poder e das prerrogativas de minorias privilegiadas sobre alicerces escravocratas. É com o mesmo espírito que Adrienne Rich apoia o activismo de organizações como Jewish Voice for Peace [Vozes Judaicas a Favor da Paz] que nos Estados Unidos se opõem firmemente à ocupação dos territórios palestinianos. Assumidamente lésbica e profundamente crítica dos valores dominantes, Rich escolheu praticar a solidariedade humana com os marginalizados e os oprimidos do seu país e do mundo inteiro, e é também a esse lugar precário que convoca a sua força de poeta. “Com quem acreditas estar lançada a tua sina?/ De onde vem a tua força?” Maria Irene Ramalho e Monica Varese Andrade, "Introdução", in Uma paciência selvagem |
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Actualizado a 15 de Março 2010